tonito311215
A noite do dia do Natal é, talvez mais que todas, necessitada do recolhimento, da meditação, um remanso para podermos balancear nossa vida, e decidir o quê fazer já no dia seguinte. Infelizmente, isso é muito difícil ou impossível, o foguetório incomoda tanto quanto a buzinação dos acelerados de cada dia. Os cães ficam desorientados pelo tiroteio, arranham portas querendo fugir. E a tranqüilidade de nosso recolhimento fica perturbada.
Foguete é pra festa sem compromisso com o nosso destino, desta de alegria meio infantil. Nosso compromisso
adulto necessita de um silêncio que nos resguarde da febre do cotidiano da cidade. Por favor e por respeito, não soltem foguetes na noite do Natal. Pelo já dito e porque o bebê Jesus, depois de mamar, precisava dormir em paz para crescer forte, e agüentar o que todos sabemos.
Bagagem
Remédio fatal. Mesmo inconscientemente, fazemos papel político. Cada um de nós é duplo: se nos omitimos, qualquer estranho terá seu espaço duplicado, até para nos prejudicar. Nossa omissão, se repetida, permite o carreirismo, a profissionalização da política. O remédio mais eficaz é participar, reclamar, protestar, defender reformas, revoluções, lotando nosso próprio espaço e convocando outros a que façam o mesmo. E, em cada dia de eleição, votar em quem ainda não tenha mandato, assim acabando com o carreirismo e inaugurando maior rotação de povo no poder . (O Timoneiro, 6 de julho de 1999).
Terrorismo. É a metralhadora giratória da insanidade, que mata velhos, crianças e outros inocentes. E é ainda mais odioso se praticado em nome de Deus. (O Timoneiro, 21 setembro de 2001).

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