A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, esteve reunida com o prefeito de Canoas, Nedy de Vargas Marques, na tarde desta quinta-feira, 7. No encontro, a secretária apresentou as duas profissionais interventoras – designadas pela Justiça – para o Hospital de Pronto Socorro de Canoas, a médica Eleonora Gehlen Walcher e a gestora financeira, Suelen Arduin. “Todos os pontos da decisão judicial serão cumpridos e diante do princípio de transparência e da boa relação é importante essa parceria entre estado e município”, destacou Arita.

Na noite desta quarta-feira, 6, a Justiça determinou liminarmente que o Estado do Rio Grande do Sul deverá assumir imediatamente a gestão do Hospital de Pronto Socorro pelo prazo de até 120 dias, prorrogável se necessário, até que haja condições de que a gestão do Hospital seja retomada.

O município de Canoas é referência em urgência e emergência para atendimento de mais de 150 municípios do Estado. Arita reforçou o papel da rede de saúde municipal que faz gestão plena e recebe custeio com recursos federais, municipais e uma fatia de incentivos estaduais. Segundo a secretária, os atendimentos no Hospital de Pronto Socorro serão mantidos e os demais serviços de referência do município tem papel primordial para o atendimento adequado de pacientes que necessitem ser encaminhados.

Também participaram do encontro a setorial da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Aline Paulitsch, o secretário municipal de saúde, Eloir Vial, a adjunta Ana Macedo, e o procuraror geral do município, Cesar Palma.

Nesta sexta-feira, 8, às 8 horas, as duas interventoras iniciam as atividades junto a instituição hospitalar.

Operação Copa Livre

No dia 31 de março, o MPRS desencadeou a operação Copa Livre, em que seis pessoas foram afastadas de seus cargos na prefeitura de Canoas: o prefeito Jairo Jorge, um assessor direto do gabinete dele, o secretário de Planejamento e Gestão – Fábio Cannas, o secretário de Saúde – Maicon Lemos -, e dois servidores. Ao todo, foram cumpridas 81 medidas cautelares contra 24 pessoas físicas e 15 empresas. Sete dessas empresas foram proibidas de contratar com o poder público.

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