O Ramadã é um mês sagrado para os muçulmanos, reservado ao jejum para a purificação e renovação de sua fé. Durante esse período, o povo islâmico do mundo todo se abstém de comer, beber, fumar, ter relações conjugais e outras práticas consideradas pecaminosas, do nascer ao pôr do Sol.
Ele dura entre 29 e 30 dias, sendo iniciado ao surgimento da primeira lua nova após Shaban, o oitavo mês do calendário islâmico, e seu término ocorre quando a lua nova é vista novamente. Durante esses dias, as reflexões são diárias, sobretudo intensifica-se a adoração a Deus, a leitura das sagradas escrituras e a caridade.
Muçulmanos em Canoas
O Timoneiro conversou com um dos tantos muçulmanos residentes no município, o comerciante Jamal Jamil Ibrahim El Hindi, de 56 anos, que nos contou sobre a relação que tem com a prática. “Eu vivo há 48 anos no Brasil, e vejo aqui mais brasileiros convertidos e praticantes da fé muçulmana do que árabes. Pois está claro que ela tem a ver com amor a Deus, não com um lugar. O momento do Ramadã é de doação, de empatia com o próximo que nada tem a comer, e, principalmente, de desintoxicação do corpo e da alma”, revela.
De acordo com Jamal, que faz parte da comunidade islâmica de Canoas – que conta com mais de 300 pessoas -, a Mesquita (Rua Napoleão Laureano, 158 – Centro/Canoas) não tem um líder, sendo todos os responsáveis pelo espaço, que não é necessariamente o único local para se orar, enfatizando a importância deste momento para que todos sejam melhores cidadãos e respeitem o coletivo.