Fabiano Vencato – Agenda Tradicionalista

CULTURA GAÚCHA NAS ESCOLAS

Não é de hoje que o tradicionalismo gaúcho vira tema a ser debatido no currículo escolar, tenho mais de 30 anos de vivencia no tradicionalismo organzado e desde que realmente inicie minha participação efetiva, escuto e vejo tentativas desta aproximação, tradicionalismo e escola. Vale aqui realizar algumas ponderações importantes desde sua criação, o tradicionalismo sempre esteve presente nos ambientes escolares, visto que a 1ª Ronda Crioula ocorreu no colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre, o MTG há muitos anos possui projetos desenvolvidos nas escolas través de suas Regiões Tradicionalistas e de suas respectivas entidades, é assim com o “MTG vai à escola” foi assim com o “MTG e a comunidade escolar”, e certamente seguirá sendo com qualquer outro projeto que seja realizado pela instituição. O saudoso Edson Otto, (8 de outubro de 2004) um grande e dinâmico tradicionalista, folclorista, musicista, poeta entre tantas outras atribuições, juntamente com uma equipe de professores e especialistas na década de 90 defenderam junto a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa a proposta denominada Cultura Gaúcha na Escola. O projeto tinha como objetivo a produção de 36 cadernos pedagógicos sobre a cultura gaúcha, a serem distribuídas em toda a rede escolar do Estado. Segundo Otto, os cadernos contribuiriam com subsídios e material instrumental para atividade dos professores e, ainda, estimulo a leitura e discussão na escola sobre temas relevantes do folclore sul-rio-grandense e da cultura gaúcha, em geral. Cada caderno abordaria um tema central a ser apresentado com textos ilustrações e propostas de atividades, destinadas aos professores e aos alunos. Infelizmente mesmo com manifestos favoráveis dos deputados presentes e de representantes das secretarias de educação o projeto não saiu do papel. Uma nova tentativa surgiu em março de 2021, uma frente parlamentar formada por vereadores de diversas cidades gaúchas, agora também com a adesão de prefeitos municipais buscam servir de ponte entre entidades e coordenadorias para resolver problemas junto aos órgãos públicos, e acima de tudo, proteger nossos símbolos e nossas raízes. Com isso diversos municípios começa a discutir projeto para inserção do Tradicionalismo Gaúcho no currículo escolar, foi assim no municípios de Porto Alegre, Lajeado, Tapejara, Farroupilha e tantas outras que aprovaram o projeto, outros municípios discutem a possiblidade como São Leopoldo. A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade, de acordo com a terceira Lei de Newton, posições e críticas de que as ações não adicionam e nem subtrai qualquer tipo de atuação pedagógica das instituições porque a própria cultura tradicionalista já é trabalhada em larga escala, especialmente em setembro, começam a surgir. Em conjunto com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS) o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) lançaram curso para capacitar professores e implementar a cultura gaúcha no currículo escolar, sua primeira edição será agora em fevereiro com o custo de R$ 478,00 para associados a FAMURS e R$ 718,00 para não associados, iniciam ai os questionamentos. Um professor dispõem destes valores para uma capacitação? Sem falar em alimentação e hospedagem para os que vem do interior. Um curso de 14 horas capacita alguém para atuar com uma proposta tão abrangente quanto a apresentada na programação? O MTG não teria de ser o primeiro a propor um curso estruturado e gratuito? visto que é parte interessada na propagação da cultura gaúcha, já que em seu documento magno a Carta de Princípios, aprovada em 1961 fixa em seu primeiro item: I – Auxiliar o Estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo. Embora desde sua criação o movimento tradicionalista desenvolva seus trabalhos na rede escolar, tendo como ela uma dos principais meios de introdução de jovens no tradicionalismo, ainda estamos engatinhando nesta seara chamada cultura gaúcha nas escolas.  

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