Representantes da Comissão dos Ex-funcionários da Sociedade de Ônibus Gaúcha (Sogal) estiveram na redação d’O Timoneiro nesta semana. Em conversa com a nossa reportagem, Odair Oliveira, Inácio Farias, Valtencir Machado e Paulo Sérgio relataram que os pagamentos das rescisões dos cerca de 300 profissionais demitidos em 2021 pela empresa não estão sendo pagos conforme decisão judicial.

O acordo determina que os pagamentos sejam efetuados em até 51 parcelas dependendo dos valores a serem recebidos, e que a cada dia de atraso seja incluído uma multa de 1% do salário de cada trabalhador. Segundo relatou Paulo Sérgio, estas multas estariam se acumulando, e que para ajudar, o grupo buscou, junto com o Juiz Luiz Fernando Henzel, da 3ª Vara do Trabalho; o procurador do Ministério Público do Trabalho, Rogério Fleischmann; e o leiloeiro, agilizar as vendas de ativos da empresa, mas o problema estaria longe de se resolver.

Ainda de acordo com a Comissão, o prefeito Jairo Jorge teria se comprometido a buscar alternativas para renegociar as dívidas da empresa, que também conta com um interventor da Prefeitura. Além disso, o grupo afirma que o prefeito teria prometido, na época das demissões, que grande parte dos trabalhadores seriam recontratados, o que não aconteceu.

O pagamento de janeiro ainda não foi pago e segue sem previsão.

O que diz a Prefeitura

Entramos em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Canoas, que se limitou a responder que “O acordo com a Prefeitura é para manter os salários dos funcionários atuais.”.

Sogal

A empresa foi contatada, mas não respondeu até a data desta publicação.

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