Fabiano Vencato – Agenda Tradicionalista
SOMOS OU NÃO UM MOVIMENTO ELITISTA?
O Tradicionalismo não é um movimento elitista, nem está preocupado em preservar as tradições dos estancieiros, o folclore do patrão. Para o Tradicionalismo, o patrão é tão importante quanto o peão; o piá que declama, como o folclorista que pesquisa; o historiador que profere uma palestra, como a menina-moça que se elege primeira prenda; o rapaz que sapateia a chula e o ginete que enfrenta os corcovos de um aporreado; o colono, como o gaúcho da campanha, dos centros urbanos; o letrado e o analfabeto, ou os de menos saber e – vai sem dizer – o rico e o pobre.
Trago aos amigos leitores este pequeno trecho retirado do Plano de Ação Social do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), apresentado na gestão de Onésimo Carneiro Duarte, ex-presidente da instituição (1975 a 1977 e 1983 a 1985), como pode um documento escrito a mais de 38 anos (1983), refletir muitas das realidades do século XXI, realmente, o tradicionalismo gaúcho não é ou pelo menos não deveria ser um movimento elitista, porém quanto custa participar? Dependendo do segmento (campeiro, artístico, cultural ou esportivo) escolhido para atuar o custo pode ser bem elevado. O documento retrata a valorização do homem campeiro, de todos ressaltando a igualdade de direitos. Na prática o funcionamento é um pouco diferente, e isto se torna muito visível nos concursos realizados sejam concursos de Prendas, seja Rodeios Artísticos ou Campeiros, elevados custos para realização, prestação de serviços, pilchas, encilhas entre outros itens. Cabe neste momento uma reflexão, o que eu como tradicionalista, faço para oportunizar aos menos favorecidos um convívio social dentro de nossas entidade tradicionalista? O tradicionalismo é um movimento simples e assim deve ser preservado.
O ROBIN HOOD GAÚCHO
O Rio Grande do Sul já teve seu Robin Hood. Ele se chamava Domingos José da Costa, apelidado de Campara. Quando surgiu na cena policial, em 1861, tinha uns 30 anos. Diz a lenda que Campara roubava dos ricos para dar aos pobres e sempre conseguia burlar os planos de captura-lo. Sua atividade bandoleira tinha a região dos Campos de Cima da Serra como palco. Foi em Vacaria que acabou preso, mas por pouco tempo. Logo fugiu para Porto Alegre e recomeçou a assustar comerciantes e policiais. Sua prisão definitiva ocorreu quando a polícia descobriu que a única ligação permanente do salteador era a amante Maricota – a Maricota do Campara -, que ele visitava com frequência. Na casa dela, em 28 de novembro de 1862, foi apanhado. Condenado, passou longo tempo na cadeia. Depois de solto, morreu na miséria, em 1882.
12ª RT, PARTICIPA DO 5º ENENCAMP E 29º ABERTO DE ESPORTES
Realizou-se nos dias 05, 06 e 07 de novembro a 5ª edição do Encontro dos Esportes Campeiros (ENECAMP) e 29º Aberto de Esportes do MTG, na cidade de Marau 7ª Região Tradicionalista (RT), o evento reuniu competidores das 30 regiões tradicionalistas, que participaram das disputas de bocha campeira, bocha 48, tetarfe, solo, tava, truco cego e truco de amostra. A 12ª Região Tradicionalista obteve os seguintes resultados: 2º lugar Bocha 48 – Alencar da Silveira e José Maciel Rodrigues, CTG Tapera Velha – São Leopoldo, 4º lugar TETARFE – Jesus Antonio Veber, Valdir Machado, Orfeles Feijó e Luiz C. Machazesk – CTG Alma Crioula – Canoas, 2º lugar Tava Individual – José Dias – CTG Alma Crioula – Canoas, 1º lugar Truco de Amostra – Maria Aparecida Gomes, Juarez Alves Gomes e Cristiano Rodrigues – CTG Mata Nativa – Canoas, 1º lugar Truco Cego – Yuri de Souza, Jonathan Huffermann, Edson de Oliveira Pereira e Diogo da Cunha Bittencourt – CTG Mata Nativa – Canoas.