Fabiano Vencato – Agenda Tradicionalista
RESPONSABILIDADE
Ao longo de minha trajetória tradicionalista, muitos foram as referências de grandes homens e mulheres da pura cepa que observei e tentei absorver conhecimento, postura e comportamentos. Muitos deles ainda me aconselham em minhas decisões neste universo chamado tradicionalismo. Na década de 90 em minha juventude conheci uma de minhas primeiras referências, o Senhor Olegar Fernandes Lopes, na época então Coordenador da 12ª Região Tradicionalista, homem de grande conhecimento, posição, respeito e integridade.
Alguns dias passados fui pealado com um convite que me causou grande satisfação, deste que para mim, é e continuará sendo um tradicionalista de princípios, com a responsabilidade de sucedê-lo em sua coluna semanal do jornal O TIMONEIRO, como colunista da Agenda Tradicionalista, com muita emoção e principalmente com respeito aceitei este convite, tendo a consciência de que a tarefa não é nada fácil, pois tenho conhecimento que vivência e experiência ainda me faltam, porém, me permito experimentar este desafio.
Espero contar com a colaboração dos leitores e que juntos possamos contribuir com assuntos voltados ao tradicionalismo, fazendo com que tenhamos um senso crítico a ser debatido de forma respeitosa, pois assim é o tradicionalismo que conheço divergente em alguns pontos, porém congruente em sua totalidade.
69º CONGRESSO TRADICIONALISTA GAÚCHO EXTRAORDINÁRIO

Com data de realização para 30 de outubro na cidade de Frederico Westphalen – 28ª Região Tradicionalista (RT) possuindo como pauta única a reforma estatutária do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) em especial as seguintes diretrizes: 1. Desvinculação do Congresso Ordinário e Assembleia Geral Eletiva, 2. Regionalização da Assembleia Geral Eletiva, 3. Mandatos de dois anos para as instâncias diretivas do MTG, 4. Atribuições e competências dos Conselheiros Beneméritos e do Colegiado de Coordenadores Regionais e 5. Convenções realizadas por necessidades.
Sabendo da real importância dos assuntos a serem debatidos a pergunta que podemos fazer é: qual a real relevância de se tratar conteúdos tão significativos no momento em que estamos passando? Onde as entidades passam por um momento de retomada com poucos recursos para honrarem seus compromissos. Onde muitas entidades não estão com suas anuidades em dia para exercerem o seu direito ao voto, onde o Estatuto vigente não está sendo respeitado elevando a idade dos delegados eleitores de 16 para 18 anos. Estes são apenas alguns apontamentos que podemos levantar, sem falar na questão de porque não se obtiveram a centralizar o evento, se existem razões plausíveis para sua realização.
O que se sabe é que conforme edições anteriores até presente momento as proposições não estão disponíveis no site da instituição (MTG), sendo de desconhecimento de muitos tradicionalistas, sem falar que em um montante a ser considerado de mais de 3.000 delegados aptos o número de inscrição é de pouco mais de 15%, existindo regiões tradicionalistas que não estarão nem representadas por questões econômicas. O que poderemos tirar de proveitoso de todo esse emaranhado? Isto só o futuro poderá nos mostrar.