Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista
Arremates da vida
Confesso que a primeira pessoa que eu ouvi pronunciar a palavra “arremate” foi a minha saudosa mãe – ela costurava para auxiliar no sustento da casa. Lembro que certa vez a mãe estava sentada à máquina costurando e eu a chamei para qualquer coisa, ela me respondeu:
– Meu filho vou só arrematar uma costura e já vou.
Como vemos arremate ou arrematar, segundo o Minidicionário Guasca dos irmãos Zeno e Rui Cardoso Nunes é: Dar o último toque, concluir, terminar.
O arremate de hoje é de uma costura que eu iniciei no dia 28 de maio de 1997. Indicado pelo amigo Carmo Francisco de Souza ao Diretor do jornal Timoneiro, o também amigo Jorge Uequed, foram mais de 24 anos costurando todas semanas nas páginas do Timoneiro, costuras as quais consumi centenas de metros de linhas. Como a linha acabou estou fazendo o arremate dessa longa costura.
Deixando as metáforas de lado, quero agradecer aos leitores do Timoneiro que me honraram com sua leitura, aos funcionários a redação do jornal nas pessoas do Enildo e da Sinara, além do Diretor Feres Jorge Uequed, pela amável convivência que mantivemos nesses 24 anos de trabalho prazeroso. Eu não poderia esquecer de agradecer para a minha filha Cássia, que por muitos anos revisou os textos.
Como o amigo Jorge solicitou a indicação de alguém para assumir o espaço até então ocupado por mim, o indicado é um tradicionalista que certamente fará um bom trabalho na divulgação do movimento tradicionalista. O nome do novo titular do espaço é surpresa.