Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista

A arte de cozinhar

Cozinhar quase todos cozinham, uns bem outros nem tanto, mas fazer do cozinhar uma arte é diferente de quem vai para a frente do fogão pela necessidade de preparar uma refeição. O meu amigo Moa Vargas durante certa Semana Farroupilha andou visitando o Parque Harmonia e, num piquete, aventurou-se a preparar um carreteiro. Ele ficou tão empolgado com a experiência que publicou no jornal DC uma crônica com o título Cozinheiros onde diz: “fiquei horas a refletir a arte dos cozinheiros”. Até respondi para ele que o tema de uma próxima crônica seria sobre a arte de cozinhar em sua homenagem.

Cozinhar é paixão, é amor, é dedicação extremada, é transmitir bons fluídos através da elaboração de um prato de alimento, preparado para um familiar, amigos ou mesmo um estranho. Costumo dizer que temos que cozinhar com amor até mesmo se for para um gato ou cachorro. Como gosto de pilotar um fogão, agora aposentado quase que diariamente preparo nosso almoço, disponho de tempo para aperfeiçoar meus dotes culinários que, modéstia a parte, já eram bons. 

Para bem cozinhar temos que estar sempre em busca de novos modos de preparo e temperos para dar qualidade e sabor equilibrado aos alimentos. Cozinhar requer cuidados e atenção exclusiva aos alimentos que estamos preparando, caso contrário corremos o risco de apresentar pratos fora dos padrões requeridos. Com o passar do tempo o cozinheiro atinge estágio de conhecimento a ponto de preparar pratos que mesmo sendo clássicos da culinária, identifica o cozinheiro como autor do prato. É a sua identidade, sua assinatura. 

Alguns poucos pratos posso dizer que levam minha assinatura embora sejam clássicos como a sopa de legumes, carreteiros de charque ou carne verde, rabada, vaca atolada e galeto. 

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