Maria Eunice Dias Wolf e Emílio Neto*

Abraçar o HPS, para Salvar a Saúde do Rio Grande

Em Canoas, desde os anos 2000, as administrações municipais produziram intensos investimentos na saúde local. Neste período, incorporamos a cidade o Hospital de Pronto Socorro Prefeito Dr. Marcos Antônio Ronchetti (HPSC) e o Hospital Universitário de Canoas (HU). A cidade, conta hoje com três hospitais que atendem um grande espectro de especialidades. Quando os gestores tomaram a iniciativa de construir ou de viabilizar a implantação destes hospitais, obviamente pensaram na necessidade dos canoenses, mas devemos lembrar que essa rede atende todo o estado e se tornou referência junto com a rede da capital. Durante a pandemia da Covid-19 nossa rede de saúde foi fundamental no acolhimento e tratamento dos pacientes de diversas cidades do estado e até de outros estados da federação, provando que não há saúde sem articulação e colaboração entre os diversos entes federados. Nos últimos dias fomos surpreendidos pela proposta do Governador Eduardo Leite, através programa denominado “Assistir”, que consiste numa nova forma de partição dos recursos de saúde aos hospitais do Rio Grande do Sul. O programa retirará da saúde de Canoas entre R$ 82 e R$ 85 milhões diretamente do HPSC e do HU, no momento em que a saúde demanda mais recursos para recuperar todo o passivo de cirurgias e atendimentos eletivos que foram atrasados devido à urgência da pandemia. O programa “Assistir” já iniciaria em setembro de 2021, afetando diretamente a previsão orçamentária já aprovada para esse ano. Após a iniciativa dos prefeitos da região metropolitana, sua vigência foi alterada para janeiro de 2022. O atendimento nos hospitais ainda é crítico e em plena pandemia, o Governador implanta uma política que nada mais é que a precarização da saúde, com uma partição de recursos que desconsidera o papel regional e a complexidade dos atendimentos do HU e HPS. É uma mobilização necessária abraçar o HPSC e HU. Esse programa irá retirar quase R$ 205 milhões da rede de saúde da região metropolitana que atende 40% da população gaúcha. Precisamos garantir mais recursos, gestão e melhoria contínua do atendimento e não fórmulas que visam precarizar uma área tão sensível e necessária ao bem estar da nossa população.

*Vereadores do PT

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir