Pode parecer contraditório, mas não é.
O panorama é tão negativo, que há muitos perdendo a esperança, que era a última que morria. Cada categoria profissional se julga a mais importante, merecedora – por isso – de melhor remuneração. Cada partido político, com raríssimas exceções, só querem estar no poder ou dele participar. Não temos espírito de nação. Nosso Legislativo, no plano federal, é dirigido por políticos de “ficha suja”. Ao lado dele, o Poder Judiciário tira férias extensas enquanto seu volume de trabalho cresce. No campo da economia, juros abusivos inibem ou estrangulam iniciativas que poderiam empurrar à frente o País. No do trabalho, burro e antipatriótico o desprezo às escolas profissionalizantes. Todos querem ser “doutores”, preconceituosamente. O ensino fundamental também é vergonhosamente desprezado, embora seja tão importante quanto o é o de terceiro grau.
Nossa tarefa é gigantesca e só temos anões na política. Alguns pequenos gigantes estão, quase anônimos, impotentes dentro da multidão de demagogos que governam. Trocar um por outro de pouco ou nada adiantaria. Outro anão esperto não faria o necessário, que só uns quantos pequenos gigantes poderiam fazer. Esses pequenos gigantes, desde agora, devem gritar pelas mudanças patrióticas. Com o tempo, iremos fazendo política de outro jeito, criando e consolidando uma cultura de respeito e solidariedade.
Enfim, a Presidente só merece o impedimento se houver furtado algum dinheiro público, ou cometido outro tipo de crime. Temos, portanto, bela ocasião de agir patrioticamente e conforme a lei. Que prevaleça a lei sobre os baixos interesses político-partidários, sobre as ambições pessoais. Que prevaleça o sentimento de nação sobre qualquer outro interesse. A Política deve respeitar as leis que ela mesma gera.
Bagagem
“Os frutos merecidos. Que a árvore deste Natal ofereça, a cada um de nós, os frutos que merecemos. E que tenhamos mais sinceridade concretizando, em seguida, os bons sentimentos que manifestamos nestes dias”. (O Timoneiro, 20 de dezembro de 2002).
