Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista

Bailes de antanho

Só para recordar ou matar a saudade dos Bailes à Moda Antiga, realizados anualmente pelo CTG Brazão do Rio Grande no mês de agosto que, pelo segundo ano, não foi possível realizar devido à pandemia. 

Recebi cópia dum e-mail que foi enviado para a patronagem do CTG Brazão do Rio Grande pelo Ademir Canabarro, gaúcho radicado em Santa Catarina, em que faz referências e elogios ao evento que ele assistiu no Brazão, o “Baile à Moda Antiga”. Pelos relatos, este gaúcho saiu maravilhado com o que presenciou naquela noitada memorável. Mesmo levando em conta o grau de emoção e sentimentalismo que invade a alma de quem vive longe do pago ao vivenciar momentos tão sublime da cultura gaúcha, podemos dizer que ele não está cometendo nenhum exagero em seus comentários. Pois realmente o Brazão do Rio Grande frequentemente proporciona momentos culturais como poucos CTGs sabem fazer. Para que mais gente tome conhecimento dos comentários de quem veio de longe para matar saudades do pago, transcrevo na integra o que o Ademir viu, sentiu e escreveu:

“O CTG Brasão do Rio Grande de Canoas, lá no Rio Grande do Sul, promoveu no sábado, dia 25, um baile “À Moda Antiga”, luz de candieiro, músicos no palco sem aquela parafernália que atualmente infestam nossos palcos. E ao som das nossas danças tradicionais deu-se inicio ao baile. Para mim uma grande surpresa, pois nunca havia visto um baile assim! Nunca tive a pretensão de ser historiador, mas acho que nos tempos de antanho os bailes eram realmente assim. Os pares adentravam na pista ao som de Maçanico, Tatu de Volta no Meio, Chote Carrerinha, Tatu de 7 Voltas, Queromana entre outras… Danças estas resgatadas pelo Papa do tradicionalismo, Paixão Cortes. 

Quem já viu uma apresentação de invernada artística e conhece as danças tradicionais, pois o baile foi exatamente assim! Só que sem aquela baboseira de todos vestirem roupas iguais e do mesmo feitio, cada um foi com a sua indumentária como devia ser nos tempos de antigamente! Só para tentar explicar, se o gaiteiro toca uma vaneira, todos dançam vaneira, mas cada um do seu jeito, não é? E assim foi o baile dos tempos antigos. Todos dançando, respeitando os passos, mas a sua maneira! Cada par com a sua interpretação da dança. 

Parece chato? Não se enganem, em nenhum momento a pista de dança ficou vazia, esteve sempre cheia! Era só anunciarem a próxima marca e o espaço do salão era imediatamente preenchido por adultos, jovens e crianças! Todos revivendo as nossas danças que, na verdade, eram puros galanteios, romances e conquistas. Foi um resgate da nossa história musical! E quem ainda não viu precisa ver. Neste Baile tivemos o grande prazer de conhecer um grande guerreiro do tradicionalismo gaúcho, um desses incansáveis soldados que estão a frente da defesa do tradicionalismo gaúcho. Conhecemos o grande Guimarães, editor do www.chasquepampeano.com.br,  que por lá também se aprochegou pra dar uma chuleada no baile! 

CTG Brasão do Rio Grande – preservando a tradição!

Parabéns a todos do CTG Brasão do Rio Grande pelo resgate e manutenção da cultura de todos os gaúchos!” (FONTE: ADEMIR CANABARRO DO COXIXO GAÚCHO)

 

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