Walter Kuhne Junior – Ambientalista
Florestas Urbanas
A necessidade de ter um ambiente saudável é algo de extrema necessidade para constituir uma sustentabilidade, um equilíbrio natural entre o homem e a natureza. Hoje temos um confronto direto entre os interesses imobiliários e as incorporadoras e os ambientalistas na cidade de Canoas.
A questão é lutar para manter o que existe preservado para as futuras gerações de canoenses, que se transforma em uma luta de Davi contra Golias.
O problema é que a concepção que prevalece entre os gestores públicos compreende a cidade de maneira fragmentada e sem integração entre os elementos que compõem o espaço urbano. A cidade não é vista como uma unidade, um espaço integrado que constitui outras necessidades humanas como bem-estar e a qualidade de vida.
Nessa concepção tradicional, as árvores são também abordadas de forma isolada.
A floresta urbana gera uma série de benefícios e serviços ambientais, similar aos das áreas florestais nativas, embora com presentes condições e características diferentes. Ajuda a moderar a temperatura ao longo do dia, mantém os níveis de umidade do ar, fornece sombra que reduz a evaporação causada pela radiação solar, absorve o CO2 da atmosfera, repõe oxigênio e retém partículas sólidas e produtos químicos que formam a poluição do ar e causam doenças respiratórias.
Além disso, minimizar o perigo das inundações ao melhorar a porosidade do solo, reduzindo a compactação e facilitando a infiltração da água da chuva, melhoram a qualidade de vida e o bem-estar, tornando mais confortáveis os locais de residência, trabalho e lazer, além de melhorar a qualidade estética dos espaços públicos.
A floresta urbana sem dúvida pode criar ou restaurar a biodiversidade de uma cidade como Canoas.