Vacinação do magistério
Os pais e dirigentes das organizações profissionais de ensino, e professores e professoras, já tinham tomado, na sua grande maioria, uma determinação: é necessária e indispensável a vacinação dos professores para o início das aulas presenciais. É uma decisão que interessa a todos, especialmente aos alunos e alunas que terão contato com os mestres durante longas horas e vários dias, e precisam de preservação. Os movimentos sociais se manifestavam favoráveis a esta postulação, os administradores públicos estavam divididos, mas aos poucos foram se conformando com esta necessidade.
Ocorre que o ministro do STF dá uma decisão impedindo que tal fato ocorra na sociedade brasileira. Tem pouca razão o magistrado, eis que a iniciativa não é um privilégio desses profissionais, mas uma garantia para alunos e alunas, especialmente os menores, que precisam da proteção do Estado para impedir o prolongamento da pandemia e que o coronavírus ameace suas vidas.
Este é o momento em que as decisões da sociedade, as pretensões de pais e alunos não afetem o interesse social, ao contrário, atendem com muita honradez e dignidade, e a decisão do Sr. Ministro está fora da realidade e não encontra parâmetros para que ela sirva de sustentação à boa qualidade de vida dos brasileiros, além de se demonstrar como uma análise irreal do atual momento nacional.