Foram entregues, nesta terça-feira, 20, medicamentos que compõem o chamado kit intubação. A nova remessa chegou ao Hospital Universitário (HU), de Pronto Socorro (HPSC) e Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG). As doses reforçam os estoques das instituições para o tratamento dos pacientes internados nas unidades de terapia intensiva (UTI) com Covid-19.

Medicamentos

Ao todo, foram 5,6 mil ampolas de midazolam 100 mg/ml para o HU e 3.550 para o HPSC. Já o HNSG recebeu 5.950 ampolas de midazolam e 50 de cisatracúrio. Segundo o secretário municipal da Saúde, Maicon Lemos, os medicamentos garantem o abastecimento por um período entre 10 e 14 dias. Nesta terça-feira, 97 pacientes estavam internados em UTIs Covid-19 no município, de acordo com o boletim epidemiológico.

As medicações chegaram ao Estado no sábado, 17, enviadas pelo Ministério da Saúde, a partir de uma doação da Vale S.A. A Secretaria Estadual da Saúde e o Exército são responsáveis pelo armazenamento e distribuição dos insumos.


Covid-19: Segunda dose para idosos e profissionais da saúde

De acordo com a Prefeitura de Canoas, a aplicação das segundas doses da vacina contra a Covid-19 para idosos e profissionais de saúde segue ao longo da semana em Canoas.

Quem já completou os 28 dias de intervalo recomendado entre as duas doses da CoronaVac deve procurar uma das 27 unidades básicas de saúde (UBSs), das 8h às 12h, para completar o esquema vacinal. É necessário levar documento de identidade e a carteira de vacinação.

Primeiras doses – A retomada da aplicação das primeiras doses depende da chegada de novo lote de vacinas. No sábado, 17, 5.933 idosos de 61 anos ou mais foram vacinados. Ao todo, 60.002 pessoas já receberam a primeira dose em Canoas.

Arrecadação de alimentos e roupas – Quem passar pelos pontos de vacinação pode colaborar com a campanha de arrecadação de agasalhos e alimentos organizada pela Defesa Civil de Canoas. As caixas coletoras estão disponíveis nas 27 unidades de saúde.

Secretaria da Saúde alerta sobre resistência ao uso da vacina Oxford/AstraZeneca 

Segundo relatou a Prefeitura em uma postagem no site oficial, com a chegada de maior número de vacinas Oxford/AstraZeneca nas últimas semanas ao município, um comportamento tem sido observado nas unidades básicas de saúde (UBSs): aumentaram os relatos sobre pessoas que se negam a receber o imunizante. A justificativa mais comum, segundo os profissionais de saúde, é o receio de eventos adversos. Também há dúvidas sobre o maior intervalo entre as doses, que é de três meses, em comparação com o da CoronaVac, que é de 28 dias.

Nas duas remessas mais recentes, o município recebeu para primeiras doses apenas a Astrazeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mesmo oferecendo alto nível de proteção contra a Covid-19, a desconfiança de parte da população se deve às notícias envolvendo o imunizante, que chegou a ter sua aplicação suspensa temporariamente em alguns países.

Os efeitos colaterais, porém, são considerados raros e não existe qualquer orientação sobre a interrupção do uso da vacina no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reforçado a segurança do imunizante. A maioria dos efeitos relatados são considerados leves e passageiros, como dor de cabeça, dor no local da aplicação e sensação febril. Já os eventos tromboembólicos, que geram o maior receio na população, são considerados raros. Esse tipo de problema, em alguns casos, pode estar associado ao uso de anticoncepcional oral nas mulheres e ao tabagismo.

Risco de trombose em pessoas com Covid-19 é maior

Estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford indica que o risco de ocorrer trombose venosa cerebral em pessoas com Covid-19 é consideravelmente maior do que nas que receberam vacinas. “Os eventos adversos são pequenos comparados aos benefícios da vacina”, explica a secretária adjunta da Saúde, Roberta Bazzo. Ela ressalta que a Oxford/Astrazeneca oferece, inclusive, um nível de proteção maior contra a Covid-19 já na primeira aplicação. Com a segunda dose, a eficácia é de 79%, quando aplicada em um intervalo de três meses após a primeira, segundo estudos clínicos.

Diante da preferência manifestada por algumas pessoas pela CoronaVac, a secretária ressalta que, neste momento, as doses são disponibilizadas de acordo com as remessas enviadas pelo governo federal e, por isso, não há como a população escolher qual vacina receberá. Os últimos lotes da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, foram destinados apenas à aplicação das segundas doses.

Roberta destaca que as duas vacinas utilizadas na campanha de imunização contra a Covid-19 são eficazes e seguras. Por isso, é importante que as pessoas que se enquadram nos grupos prioritários procurem os serviços de saúde quando chegar a sua vez. Quanto mais pessoas estiverem imunizadas, maior a proteção da população contra a Covid-19.

 

 

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