Gisele Vidal

Luta contra Descriminalização Racial

Entre distintas datas importantes no calendário mundial, destaca-se o dia 21 de março, Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, marcada em memória ao “Massacre de Shaperville” em 1960, na África do Sul. O protesto aconteceu com mais de 20 mil pessoas, na cidade de Johanesburgo. Eles protestavam a “lei do passe” que obrigava os negros a andarem com identificação e limitava os locais por onde poderiam circular dentro da cidade.

Não diferente de distintas manifestações de pautas raciais, no mundo e no Brasil, o protesto terminou com um massacre por parte das tropas do Aparttheaid que atacaram os manifestantes e mataram 69 pessoas deixando mais de centenas feridas.

O Brasil tem somente 133 anos de abolição da escravidão e quando falamos em leis com recortes raciais ou políticas de ações afirmativas, percebe-se pessoas alegando que a escravidão aconteceu há muitos anos e não existe descriminalização racial no Brasil.
Em 13 de maio de 1988, os negros estavam livres, mas é importante lembrar qual foi o preço desta liberdade. Livres, sem ter onde morar, sem trabalho pois, o Brasil havia colonos, emigrantes, etc… No lugar da mão de obra escrava, sem religião (legal, proibidos de entrarem em igrejas e muitos sem ter o que comer, sem famílias pois, eram até então separados e vendidos. Assim começou o surgimento das favelas, vilas comunidades em todo o Brasil, iniciando um processo de descriminalização.

É pertinente entender que a escravidão acabou, no entanto os traços, reflexos e atitudes que moldaram esse sistema perpetuou-se por séculos e ainda está presente na atualidade. Os negros ainda estão nas piores estatísticas enquanto a saúde, educação e mortalidade, encontramos as mulheres negras como as piores remunerações comparadas as de um homem, tem a menor representatividade enquanto grau de instrução, possibilidades, como em cargos de alto níveis ou políticos.

Há muito a lutar pois a descriminalização é real e queremos viver em um mundo onde a cor da pele não defina nada sobre quem somos ou o que queremos. Políticas públicas, ações afirmativas, estudos e cotas ainda são as melhores ferramentas na transformação desta sociedade que tento precisa melhorar.

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