Jovem de 25 anos teve o benefício do INSS negado após quebrar o fêmur da perna direita

Bruno Lara
Assim como muitos, Vanusa Miriam Macedo Marques, 25 anos, e Lucas Queiroz, 23 anos, tinham o sonho da casa própria. Funcionários de um posto de gasolina próximos ao Capão do Corvo, no bairro Marechal Rondon, conseguiram dar início ao apartamento no bairro Mato Grande. Mas a violência no trânsito fez suas vidas virarem do avesso. Em um acidente de carro, no dia 4 de janeiro, quando o carro colidiu com um poste, segundo o boletim médico, Vanusa quebrou o fêmur da perna direita. Ela estava na carona, na frente. Fratura no terço médio do fêmur, com deslocamento dos fragmentos ósseos foi o resultado do Raio X. Eu e o meu marido trabalhávamos juntos. Arrecem tínhamos comprado um apartamento e quem me ajuda é a minha sogra. Devo nem sei quanto para ela de dinheiro, recorda a jovem frentista. O acidente foi só o começo. A luta pelo benefício foi o pior. A gente entrou pedindo benefício. Eles me deram por sete meses. Conforme eu vou indo no médico, faço todos os meses, se eles me dessem alta avisaria o INSS ou se os sete meses não ficassem bem teria de marcar uma nova perícia. Foi o que a gente fez. Meu osso não estava colando, não está ainda, não posso trabalhar. A gente marcou perícia, eu fui, levamos os papeis todos, negaram. Marcamos de novo, negaram de novo, relata Vanusa, que veio paca Canoas aos 12 anos de idade. O pior é que, segundo ela, o dinheiro pode demorar mais de dois anos para sair. O médico me fala que eu preciso ficar em repouso, andando de muletas. Não posso trabalhar. Falei isso para ele e ele disse que iria demorar de 30 a 85 dias para olharem o caso e pode demorar dois anos para receber, argumenta. O sentimento é de dor não só na perna, mas na alma. Não tem nem o que dizer. É ruim, né?!, lamenta em lágrimas.
INSS negou benefício
O laudo do Hospital de Pronto Socorro de Canoas, em 27 de agosto deste ano, afirma que a mesma não tem condições. No campo reservado para a evolução, o médico especialista em ortopedista/traumatologia, Cristian Jandrey Borges, escreve. Ao INSS – Sem previsão de alta, não pode realizar atividade laborativa no momento. O mesmo aponta uma fratura diafisária de fêmur direito. Com placa DCP 4,5 e parafusos em 08/janeiro/2015. Também atesta o uso de duas muletas. Imediatamente um dia após o laudo, em 28 de agosto, um comunicado de decisão o Instituto Nacional do Seguro Social informou que o pedido havia sido indeferido. Informamos que não foi reconhecido o direito ao benefício, tendo em vista que não foi constatada, em exame realizado pela perícia médica do INSS, incapacidade para o trabalho ou para a sua atividade habitual, quem assina o documento é Elisete Berchiol da Silva Iwai, presidenta do INSS. Para a Previdência Social o motivo do indeferimento é a Inexistência de incapacidade laborativa, discordando do laudo do médico no dia anterior. A reportagem de OT tentou contato com a Previdência Social de Canoas, mas não conseguiu retorno.