Todo o estado do Rio Grande do Sul está em bandeira preta, desde o último sábado, 27, suspendendo várias atividades em medida de decreto. Uma das exceções fica por conta das atividades de Educação Infantil e para os 1° e 2° anos do Ensino Fundamental, os quais o governo havia autorizado.
Na última segunda-feira, 1º, a juíza Rada Metzger Kepes Zaman, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, suspendeu, por enquanto estiver vigente a bandeira preta no sistema de distanciamento controlado, a realização de aulas presenciais nas escolas públicas e privadas do Rio Grande do Sul, o que causou indignação para o Sindicato Intermunicipal dos Estabelecimentos de Educação Infantil do Estado do Rio Grande do Sul (SINDICRECHES), e alguns pais e responsáveis. Na terça-feira, 2, o Grupo de Escolas Infantis de Canoas, realizou a “ Carreata de Conscientização pela Educação”, que percorreu diversos bairros da cidade.
Carreata
Segundo o Grupo de Escolas Infantil de Canoas, formado por quase 100 entidade de ensino privado, a carreata foi realizada com o intuito de solicitar o apoio do prefeito Jairo e que para categoria fosse vista de forma diferente pelos canoenses.
Segundo Talina Romano, a responsabilidade das entidades, ao quererem que as aulas retornem, é com as crianças. “Entendemos que a Educação Infantil que passou pelo crivo dos protocolos sanitários, e foi autorizada, tem condições de receber os alunos. Estes estão sendo prejudicados. No nosso retorno, em outubro de 2020, recebemos crianças necessitando de muita atenção quanto a problemas de ressocialização e atrasos em seus desenvolvimentos. Estes alunos são os mais prejudicados”.
O grupo acredita que está decisão está falha e que muitas decisões não foram levadas em consideração, assim como o número e pesquisas.
Mais decisões judiciais
Na última terça-feira, 2, o SINDICRECHES-RS ingressou judicialmente contra a decisão que proíbe as atividades dos estabelecimentos de Educação Infantil e séries iniciais. A entidade solicitou por meio de uma ação com pedido de urgência, a suspensão imediata da liminar. Segundo o Sindicato,
O propósito é reiterar e resgatar os direitos das nossas representadas, crianças, mães e pais que necessitam deixar seus filhos em local seguro, com ambiente controlado, seguindo todas as regras sanitárias determinadas pelo governo.
Na quarta-feira, 3, o sindicato publicou uma nota sobre a decisão ainda não ter sido julgada.
Veja a nota:
Comunicamos que nessa quarta-feira, 03/03/21, o desembargador relator que está julgando os Agravos de Instrumento que buscam a suspensão da liminar que determina a suspensão das aulas presenciais da Educação Infantil, publicou decisão em dois Agravos (são vários), entre eles o do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, mantendo a determinação de suspensão das atividades presenciais.
O agravo impetrado pelo Sindicreches ainda não foi julgado. Até o momento segue valendo a decisão liminar que impede o funcionamento presencial das escolas de Ensino Infantil e Ensino Fundamental e Anos Iniciais (1º e 2º).
Estamos buscando as medidas judiciais cabíveis para que possamos resolver de vez essa questão e obter autorização de funcionamento. Mesmo com essas decisões que julgaram os Agravos (recursos) o processo terá segmento no momento apropriado.
Tão logo tenhamos novas informações repassaremos às representadas.
Responsáveis dão suas opiniões
Para alguns responsáveis a ideia de mais uma vez paralisar as aulas das crianças é péssimo, pois elas perdem o contato e convívio com as entidades e os muitos destes pais necessitam trabalhar.
“Eu continuo trabalhando, minha empresa não fechou e com isso tive que ir atrás de babá. Isso significa que ele teve que passar por mais uma adaptação com uma pessoa diferente. Durante todo o tempo que ele frequentou a escolinha, todos os cuidados necessários foram tomados pela instituição, acho muito mais confiável deixar ele na escola, do que permitir que uma pessoa frequente minha casa, sem saber se está se cuidando ou não”, explicou Juliana Souza.
Contudo, há pais que concordam com a decisão da justiça. “Sou contra o retorno das aulas presenciais, enquanto não houver vacina. Mesmo com os protocolos, as crianças não tem entendimento real da pandemia. No meu ver, como professora, não existe adaptação de um aluno com distanciamento social. Não tem como a educadora alimentar ou trocar um aluno de berçário ou maternal com todos os procedimentos corretos, pois os menores são os mais vulneráveis, enquanto cuidar. Em todos os lugares do mundo, onde houve esse retorno, houve contaminados e mortes de professores”, finalizou Gisele Vidal.