A primeira semana de vigência das regras da bandeira preta em Canoas teve grande parte do comércio de serviço não essencial de portas fechadas, cumprindo o decreto estadual, até segunda ordem, porém, nossa reportagem percorreu as ruas do Centro de Canoas na última terça-feira, 2, e pôde observar o descumprimento de alguns lojistas perante a regra, deixando a porta entreaberta e com avisos de “atendimento online” ou “ aguardando entrega”. Foi possível verificar, em alguns momentos, a entrada de clientes em estabelecimentos, o que é proibido. Os protocolos mais rigorosos começaram a valer no último sábado, 27, e seguem até o dia 7 de março, numa tentativa de frear o avanço do coronavírus no Rio Grande do Sul.
A partir do decreto, publicado no dia 27, o comércio varejista e atacadista não essencial permite tele-entrega e teleatendimento, com presença de um trabalhador, com máscara, para cada 8 metros quadrados de área de circulação. O atendimento na porta fica proibido. Algumas lojas de celulares, calçados, roupas e aparelhos eletrônicos descumpriam as regras da bandeira preta.
Já o comércio essencial, pode funcionar com atendimento ao público até às 20h, quando deve fechar para atender a suspensão geral e temporária de atividades, que vigora pelo menos até às 5h.
Com o endurecimento das medidas de contenção da Covid-19, apenas farmácias, lancherias e supermercados podem atender o público — e com restrições. O chefe da Guarda Municipal admite que nem todos os comerciantes estão obedecendo as novas medidas:
— 90% do comércio que deve estar fechado está fechado.
Guarda Civil realiza fiscalização
A Guarda Municipal de Canoas e a equipe de fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação vem reforçando a fiscalização no Centro da cidade, com o objetivo de orientar e fiscalizar irregularidades.
Segundo a Guarda Municipal, na fiscalização da última segunda, 15 estabelecimentos comerciais foram vistoriados. Algumas lojas estavam classificadas como serviço essencial, de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), e outras foram fechadas imediatamente. A maior fiscalização nos estabelecimentos comerciais e a orientação em relação ao que pode ou não estar aberto vai continuar enquanto o decreto estiver em vigor.