As obras de construção da megaloja da Havan em Canoas viraram alvo de críticas e denúncias de ambientalistas e técnicos, que afirmam que o empreendimento está projetado para ser construído em uma área de permanente preservação ambiental (terreno ao lado do ParkShopping Canoas, na Avenida Farroupilha, bairro Marechal Rondon), o que pode extinguir animais que ali vivem, provocar inundações e piorar ainda mais a qualidade da água de Canoas.

Entenda o caso

A equipe de reportagem do Timoneiro entrou em contato com o Daniel Santos (Biólogo do Projeto BiodiverCidade, Diretor de Meio Ambiente da FEGAMEC, membro do Comitesinos e Conselheiro de Meio Ambiente de Canoas), que faz parte do movimento que tenta impedir o andamento da obra. Ele disse que a questão é simples e que o grande problema em si não é a Havan, que deve ocupar 2,5 hectares de uma área que foi drenada (no total, área tem 103 hectares), de acordo com registros de 2016, cujo processo de destruição começou em 2015.

Recursos hídricos e fauna ignorados

“A área foi licenciada com um estudo que cheio de omissões, o que pode caracterizar crime ambiental, por não citar o Arroio Araçá, e trata de forma duvidosa a origem das águas que entram neste local. Um estudo sério deveria tratar sobre isso. Sabemos que nascentes dela vem do terreno do Bem-Estar Animal e de banhados aterrados a leste da Açucena, ou seja, são águas naturais que ajudam a manter o arroio Araçá vivo! Foram omitidos também os animais que existem nestas áreas úmidas”, detalhou Daniel.

Licenciamento é irregular

Em 2016, o prefeito Jairo assinou o Plano de Biodiversidade de Canoas, apresentando os cursos das águas, nascentes, inclusive, colocando como prioritária, mesmo sendo particular a área para preservação, então, de acordo com o Daniel, a denúncia também se baseia nisso.

Representação ao MP

O movimento, que conta com diversos grupos representativos da sociedade, entraram com uma ação no Ministério Público denunciando as irregularidades e os riscos que a obra pode trazer à cidade. Este órgão, em razão da relevância do tema, reeditou a recomendação sobre o princípio da precaução que os municípios e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) devem adotar antes de licenciar empreendimentos na mancha de inundação do Rio dos Sinos.

 

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