Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista
Voluntariado no tradicionalismo
O movimento tradicionalista nasceu sob o manto do voluntariado quando Paixão Côrtez com seu grupo dos oito, num ato de voluntários da pátria gaúcha, se dirigiram às autoridades solicitando permissão para acompanharem a cavalo os restos mortais de David Canabarro do Aeroporto até o Cemitério da Santa Casa. Com certeza esse foi o primeiro grupo de voluntários do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Foram eles também que, em abril de 1948, fundaram o “35 CTG”, já tendo sido, em janeiro de 1938, os fundadores da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande de Novo Hamburgo.
Sem ir muito além, faço referência ao CTG Brazão do Rio Grande, aqui de Canoas, porque conheço sua história e do abnegado grupo de voluntários que lutaram para construir um galpão. Após 5 anos da inauguração viram seu sonho transformado em cinzas, reiniciando tudo novamente. O que certamente aconteceu de forma semelhante com dezenas de outras entidades tradicionalistas.
Com o passar do tempo, principalmente nas atividades artísticas, incentivadas pelos grandes festivais, os grupos de danças deram o primeiro passo com a contratação de instrutores de danças, assim beneficiando a profissionalização de atividades até então amadoras, praticadas por voluntários. Acontece que os voluntários continuaram com sua missão de se deslocar da sede da sua entidade para encontro regional de patrões, congressos, seminários, cursos de formação tradicionalista, tudo por conta da sua guaiaca.
Lembro que o exemplo de voluntariado deve iniciar de cima para baixo, como o de alguém que desempenhou funções numa coordenadoria, participou de congressos, convenções, seminários, vice – coordenador, coordenador por duas gestões, membro do conselho diretor do Movimento como conselheiro suplente e titular. Sem tradicionalistas voluntários como esse não haveria o movimento organizado e tão cobiçado em períodos pré-eleitorais como tem ocorrido nos últimos tempos.