Desde junho deste ano, moradora aguarda por manutenção no esgoto em frente a sua casa no bairro Niterói
O acúmulo de lixo na rua Pandiá Calógeras, no Niterói, revoltou os moradores do local. Basta trafegar pela via para perceber os inúmeros amontoados de entulhos nas calçadas dos vizinhos. Telhas, madeiras, galhos de árvores, tijolos, sacos de lixo, baldes, cabos de vassouras, televisões antigas, tapetes e resto de construção. Um rastro dos temporais que atingiram o município no início de outubro deste ano, mas também da falta de atenção da Prefeitura para o bairro do Prefeito.
A dona de casa Cândida da Silva, 74 anos, enfrenta um problema com o esgoto desde junho. “Esgoto está voltando para dentro de casa. Um fedor”. Para ela, “qualquer chuvinha” é o suficiente para que o esgoto da rua retorne para dentro de sua residência. “Desde junho de 2015 foi solicitada a manutenção no bueiro”, lembra ela. O problema, que só foi percebido por ela este ano, gerou custos. A mesma já contratou duas empresas particulares para resolver o problema dentro de casa. “Disseram que o problema é na vala” e, por tanto, de responsabilidade do município.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Canoas informou que desde o dia 14 de outubro “realiza força tarefa” com o recolhimento de entulhos. “Já foram recolhidos o equivalente a 45 mil metros cúbicos de entulhos, que equivale a 5 mil cargas de caçambas ocasionados pelo temporal”, salienta. A expectativa do órgão “é que de a força tarefa continue até fevereiro”. O custo para recolher este tipo de material gira “em torno de R$ 1,2 milhão considerando o período de 15/10/2015 até final fevereiro” informou.
O subprefeito Márcio Freitas, do Quadrante Sudeste, explicou que uma equipe foi até residência da moradora do bairro Niterói, nesta quinta-feira, 26, para verificar o que aconteceu. O subprefeito explica que cada demanda tem o prazo de 15 a 30 dias para ser atendida, levando em consideração que o hidrojato fica disponível para a subprefeitura uma semana sim, outra não.
