Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista

O momento é para uma profunda reflexão

Passada a Semana Farroupilha mais atípica que vi em 35 anos de vivência tradicionalista, passado o Dia Vinte de Setembro, data que encerramos as comemorações referentes ao decênio heroico, fiz uma reflexão sobre fatos acontecidos desde o início deste ano até a atípica Semana Farroupilha 2020. Então cheguei à conclusão que nós tradicionalistas devemos aproveitar o tempo que resta da pandemia para refletirmos profundamente sobre o nosso Movimento, sobre o que queremos desse movimento: ora exaltamos suas virtudes, ora entendemos que somos seu dono, bastando para isso assumir um cargo.

Um ano que iniciou com a festejada eleição do Conselho Diretor quando, pela primeira vez na história do Movimento Tradicionalista, duas senhoras concorram ao cargo de Presidente do MTG. Eis que chegou o dia da eleição que apresentou aquele surpreendente resultado: o empate. A partir daí todos os tradicionalistas sabem o que aconteceu, o primeiro a ser atingido pela pandemia foi o Movimento Tradicionalista. Quando um acordo de cavalheiros seria o caminho sensato, o caminho preferido foi dos tribunais: o caminho da insensatez.

No ano de 2017 o MTG lançou um projeto cultural “Como Resgatar o Legado dos Homens de 1947” para comemorar os 70 anos da chama crioula e sugestões de como resgatar o legado de 1947 foram solicitadas aos tradicionalistas. Eu estava entre os que enviaram sugestões, inclusive foram publicadas no jornal oficial do MTG, o Tradição.

Eu pergunto qual o efeito de tal projeto? Nem eu sei, na maioria das vezes projetos não dependem apenas do presidente e sua diretoria, dependem muito mais de nós tradicionalistas e principalmente dos departamentos culturais dos CTGs e coordenadorias. Como a maioria das pessoas está dominada pelo egoísmo e o individualismo, não interessa desenvolver certos projetos porque vai beneficiar o patrão ou o coordenador ou até mesmo o presidente do MTG – esquecem que o beneficiado é o nosso Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Esta foi a sugestão de minha autoria enviada para o MTG:

“Como resgatar o legado de 1947 – 70 anos da Chama Crioula e do Grupo dos Oito

Formar grupos de estudos nas RTs para trabalhar os acontecimentos de setembro de 1947 como o translado dos restos mortais de David Canabarro do Aeroporto para o Cemitério da Santa Casa, acompanhado pelos oito jovens cavaleiros liderados por Paixão Côrtes.

Destacar os integrantes do Grupo dos Oito através da biografia de cada um, bem como de mais alguns que logo após se juntaram ao grupo, passando a fazer parte dos primeiros tradicionalistas.

Trabalhar a trajetória da Chama Crioula desde 1947 até os dias atuais, bem como a Ronda Crioula e a Semana Farroupilha.”

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir