Desde terça-feira, 11, Canoas conta com mais 10 leitos de UTI exclusivos para pacientes confirmados ou suspeitos de infecção pelo novo coronavírus. Em virtude da alta taxa de ocupação, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) determinou que dez dos 20 leitos do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) serão destinados para tratamento da Covid-19. Com isso, a cidade passa a contar com um total de 64 leitos de UTI específicos para o combate à pandemia.
Ala isolada
Os 10 leitos estão instalados em uma ala de isolamento. Ou seja, estes pacientes estão em um local do hospital que é preparado para que aqueles que estão de fato contaminados não coloquem em risco os que estão com suspeita, mas podem não ter a infecção confirmada. Ao mesmo tempo, esta ala, que conta com profissionais capacitados para atuar no combate à pandemia, também é isolada do restante do hospital, para que os demais pacientes que circulam por lá não sejam colocados em risco.
Com esta novidade, os leitos de UTI exclusivos para novo coronavírus ficam distribuídos entre Hospital Universitário (40 leitos), Hospital Nossa Senhora das Graças (10 leitos), Hospital de Pronto Socorro de Canoas (10 Leitos), Hospital de Campanha Rio Branco (2 leitos) e Hospital de Campanha Boqueirão (2 leitos).
Mães lactantes em caso de suspeita

A Prefeitura de Canoas, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), vem orientando as mães para que não parem de amamentar seus filhos, mesmo que estejam com sintomas, suspeita ou já infectadas pela Covid-19. De acordo com o secretário da pasta, Fernando Ritter, os benefícios do aleitamento materno para a criança superam o risco de transmissão do vírus.
“Estamos seguindo os protocolos de entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que apontam que, até o momento, não há comprovação científica de que o vírus seja transmitido pelo leite. Além disso, o leite materno traz inúmeros benefícios para a saúde da criança, fortalecendo, inclusive, seu sistema imunológico. Por isso, recomendamos que as mães diagnosticadas com covid-19 ou que estejam com suspeitas continuem amamentando, caso estejam em condições clínicas para isso e sigam as recomendações de higiene”, explica Ritter.
A nutricionista da Prefeitura, Graça Patrícia Lourenço, orienta que, entre os cuidados, as mães devem lavar as mãos antes de tocar o bebê; higienizar a mama com água e sabão se tossir ou espirrar; usar máscara durante as mamadas; evitar falar ou tossir durante a amamentação; trocar a máscara imediatamente em caso de tosse ou espirro; trocar de roupa sempre que possível. “A mãe ainda tem a opção de fazer a retirada do leite por meio de bombas de extração ou de forma manual, com a higiene adequada, e que uma pessoa que não tenha o vírus alimente ou ofereça o leite materno à criança com um copinho e uma colher”, completa Graça.