Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista

Uma sociedade diferente

O Brasil havia sido descoberto a mais de um século e o território do Rio Grande do Sul continuava habitado apenas por indígenas. Até a chegada dos espanhóis entre 1620 e 1630, a nação indígena imperou, a partir daí a chegada dos missionários espanhóis proporcionou o intercâmbio de ideias e recursos dos nativos e dos missionários. O sistema de governo era calcado no princípio básico da Lealdade e como primeira e verdadeira sociedade, a Família – princípios esses que estão em falta na sociedade dita civilizada. As leis convencionais eram tratadas com respeito, não havia necessidade de lei para fazer cumprir outras leis.

Por uma questão de valorizar a essência do crioulismo nativo, que nada mais é que não perder as características de origem, costumo usar como exemplos fatos, usos e costumes da aldeia que nesse caso se enquadram com o contexto nacional.  Hoje tomei como exemplo uma sociedade primitiva do século XVII, cujo modelo socioeconômico e político até hoje desafia todos os sistemas de governo. Nesse império, os velhos, os doentes, as crianças, as viúvas e os órfãos eram recolhidos e protegidos e, para não ficarem ociosos, produziam trabalhos manuais. Assim era a organização social da civilização guaranítica.

Que modelo de organização social temos hoje? Um grupo luta por uma sociedade socialista que, na realidade, é política eleitoreira; outro grupo luta por uma sociedade capitalista, mas para garantir o poder pratica a mesma política eleitoreira do outro grupo.

Dois episódios recentes ou ainda em desfecho são suficientes para uma boa reflexão. Como diz um amigo: ‘meditemos, meditemos’. A Covid-19, por vários motivos, nos fez refletir o seguinte: dois grupos politizaram a pandemia, os métodos de prevenção e até um medicamento entrou na dança, dança que provocou o surgimento de centena de milhares de palpiteiros. Agora a mais nova: não bastasse politizar, partidarizar a doença e seus métodos de prevenção e a tentativa de politizar a morte, existe ato mais macabro e mais infeliz. As pessoas se tornaram insensíveis, desumanas e desleais, quando deveriam primar pela lealdade. Onde fica a primeira e verdadeira sociedade, a família, quando não se respeita a morte de um ente querido? É de se fazer uma profunda reflexão.

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