Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista

Brete sem saída

A peste Covid-19 colocou, como todas as atividades comerciais e sociais, o Movimento Tradicionalista num brete sem saída, pois desde o início do mês de março os CTGs estão com suas atividades sociais, artísticas e campeiras suspensas e, em consequência, sem arrecadação para cobrir sequer as despesas fixas. Passada a pandemia, a retomada das atividades vai exigir dos patrões esforço hercúleo combinado com muita criatividade e planejamento para a abertura dos galpões.

No meu ponto de vista as atividades campeiras são as que apresentam maiores possibilidades de rápida recuperação, por serem seus integrantes menos dependentes de apoio financeiro das entidades. Por ser uma atividade praticada ao ar livre e de forma individual, dependendo da liberação das autoridades sanitárias, provavelmente seja a primeira a voltar às suas atividades. Já as danças tradicionais são as que mais devem causar preocupações entre seus integrantes, por serem as atividades – tanto ensaios como apresentações – com grupos de mais de 20 pessoas e normalmente em ambiente fechado. Mas nem tudo está perdido, depende muito de quando estaremos livres da Covid-19. Alguma coisa poderá ser recuperada até o fim desse ano, para iniciar o ano de 2021 com força e planejamento de encontrar uma saída desse brete que a contra gosto nos metemos.

A diretoria do MTG, eleita em janeiro e empossada em fevereiro, realizou o primeiro encontro com os Coordenadores dia 7 de março quando ficaram definidos os locais e datas das inter-regionais. Como já havia a possibilidade de paralisação das atividades de todos os segmentos da sociedade, a Diretoria do MTG logo em seguida cancelou o Entrevero de Peões e a Ciranda de Prendas ambos em nível estadual e regional. Os demais eventos como Inter-regionais, Enart,  Fegadan e Fegachula continuam dependendo do fim da pandemia. A última notícia que temos é que dia 20/05 o Vice-presidente Administrativo e de Finanças, César Oliveira, concluiu um Plano de Contingência para retorno das atividades tradicionalista, documento que foi enviado à Secretaria Estadual de Cultura. Até aí nada de novo veio a público da parte do MTG. O que se sabe é que a maioria dos CTGs está realizando o projeto Tradicionalismo Solidário que consta da arrecadação de roupas e alimentos não perecíveis. Essa ação oportuniza aos tradicionalistas pôr em prática a Carta de Princípios que em seu artigo I diz que é dever dos tradicionalistas “auxiliar o Estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo”.

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