Euzébio Francisco reclama que não é a primeira vez que recebe multa. Foto: Bruno Lara/OT
Euzébio Francisco reclama que não é a primeira vez que recebe multa. Foto: Bruno Lara/OT

A implementação da Área Azul no centro da cidade repercutiu de forma negativa desde o início. A argumentação da Prefeitura sempre foi democratizar o espaço. A democratização, no entanto, é regida por multas e estas multas acabam no bolso dos empresários.
Desde outubro de 2011 até agora, 5.189 pessoas foram multadas. Só em 2015 foram mais de 878 multas na área azul. O serviço é prestado pela Rek Parking Empreendimentos e Participações LTDA., que recebe 88% do valor arrecadado com as tarifas. São mais de 760 vagas, sendo 53 para deficientes e 38 para idosos.
Segundo a Prefeitura Municipal de Canoas, a Área Azul “permitiu a democratização do uso de vagas na área central, onde, antes de sua implantação, os veículos ficavam estacionados do início da manhã até o final da tarde sem qualquer rotatividade”.
Explica ainda, em nota, que “às multas lavradas por estacionamento irregular na Área Azul cabe, aos condutores, defesa prévia e recurso à Junta Administrativa de Recursos e Infrações (Jari)”. O Detran é o responsável por repassar à administração municipal “um valor global” das multas cobradas no município, não constando a discriminação por tipificação de infração. O órgão não informou quanto recebeu em dinheiro.
O motorista Euzébio Francisco, 50 anos, já foi autuado por diversas vezes. Segundo ele, em todas estava regular. Na última, teve problemas enquanto consultava com um médico. “Eu estacionei para ir ao médico, coloquei o tíquete de pagamento dentro do carro e, em menos de 15 minutos, colocaram uma multa em cima do para-brisa”, reclama, confirmando que o bilhete estava no painel, virado para cima, visível para quem quisesse enxergar. “Já não é a primeira vez que fazem isso aí”, constata.
A multa de R$ 10,00 será cobrada. “Eu acho que não devo pagar. Já paguei o estacionamento, porque tenho que pagar mais?”, questiona. Francisco sugere que a fiscalização não é bem feita. “Precisa alguém fiscalizar melhor esse setor. Do jeito que está não dá mais”, reclama.

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