
Nesta semana, a 1º Prenda da 12° Região Tradicionalista, Natasha Sales Bohrer, 19 anos, visitou a redação de O Timoneiro, trazendo a boa nova da 45º Ciranda Cultural de Prendas do Rio Grande do Sul que acontecerá em Rio Grande. Natasha faz parte da comunidade do CTG Mata Nativa, centro que ingressou aos três anos de idade. Aos cinco já garantiu a primeira faixa, de bonequinha do CTG. Aos 16, tornou-se prenda juvenil do Mata Nativa e agora disputará a regional pela categoria adulta, representando Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Nova Santa Rita. “A competição deve existir, mas ela nunca pode ser o principal. Fazer um bom trabalho e voltar feliz com o resultado é o principal”, explica Natasha.
Estudante de Jornalismo na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), sonha em usar a carreira para difundir o tradicionalismo. “A falta de reconhecimento dos próprios gaúchos e da mídia tira isso do dia a dia”, comenta. Para ela, ser a primeira prenda representa muito mais do que usar uma pilcha. “É estar representando a mulher e a juventude tradicionalista, além de preservar o tradicionalismo e ajudar o estado no seu problema fundamental”, termina.
Para a estudante de jornalismo, ajudar o estado em seu problema fundamental é coisa muito séria. No seu entendimento, a corrupção é o problema do momento. “A corrupção, pois acaba agregando todas as coisas ruins: A mentira, a desonestidade”, comenta a representante. Como atitudes para ajudar a sanar esse problema, Natasha ministrou aulas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Arthur Pereira de Vargas, realizou amostras culturais, entre outros eventos, prometendo, por fim, dar continuidade e nunca deixar o tradicionalismo na mão.
Para ser uma representante, algumas etapas são observadas, como, por exemplo, provas orais e escritas sobre a história e a geografia do estado e do país. Conhecer a tradição e o folclore também contam pontos. Provas artísticas, declamar poemas ou tocar instrumentos e dança tradicional gaúcha fecham as etapas. “A beleza não conta. Não tem nada haver”, lembra, fazendo questão de citar Fernanda Dutra, do mesmo CTG, que concorrerá pela categoria juvenil.
O pai, Paulo Ricardo Bohrer, 49 anos, orgulhou-se com a trajetória da filha e prometeu acompanhá-la onde for necessário. “Damos sempre apoio. Participamos há 20 anos do CTG. Ter uma filha ou filho participando é um orgulho. Ela disputar é um orgulho”, comenta Paulo, lembrando que Canoas é a cidade com o maior número de entidades tradicionalistas concentradas do estado.