O campus Canoas do IFRS foi notificado sobre a deflagração de greve por tempo indeterminado dos servidores do campus nesta sexta-feira, 26.

Em âmbito estadual, a paralisação já ocorre desde o dia 22 de abril. Entretanto, as aulas ainda seguiam ocorrendo de forma oficial na sede da instituição no município, mesmo com significativa adesão da categoria na cidade.

A direção-geral do campus optou então por suspender as atividades a partir da segunda-feira, 29. O Conselho de Campus foi convocado para deliberar sobre a suspensão do calendário acadêmico de 2024 durante o movimento no campus.

Tanto o SINDOIF, que representa os professores do IFRS na Região Metropolitana, quando a direção já se propuseram a fazer a devida reposição das aulas assim que a greve terminar.

Reivindicações

Em assembleia na última quarta-feira, 24, os professores das instituições federais de ensino superior rejeitaram por unanimidade a atual proposta do governo federal para acabar com a paralisação.

Em contraproposta aprovada e enviada ao Comando Nacional da Greve, que regra a greve nos Institutos Federais nos Estados brasileiros, os docentes apontaram o que consideram ser as oito principais reivindicações do movimento:

  1. Recomposição do orçamento 2024 das instituições federais de ensino aos valores executados em 2023, inclusive no que se refere à assistência estudantil.
  2. Revogação imediata da Portaria MEC 983/2020.
  3. Somar os valores de vencimento básico (VB) e de retribuição por titulação (RT), em 2024, formando um único valor de remuneração docente.
  4. Aplicação linear de 3,5% na remuneração docente a partir de junho de 2024.
  5. Concordância com a proposta do governo referente a janeiro de 2025: reajuste de 9% e ampliação dos steps de 4% para 4,5% para progressão entre os níveis 2 até 4 das classes Adjunto e Associado (MS) e das classes DIII e DIV (EBTT).
  6. Aplicação de 8,8% de reposição em maio de 2026 e ampliação dos steps de 4,5% para 5% para progressão entre os níveis 2 até 4 das classes Adjunto e Associado (MS) e das classes DIII e DIV (EBTT).
  7. Aceitar a proposta de benefícios para maio de 2024 e exigir equiparação com os valores do judiciário e do legislativo até 2026.
  8. Apoiar a pauta de reposição salarial dos colegas técnico-administrativos em educação.