A meteorologia preveu, e as chuvas voltaram ao Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, 23. Em Canoas, as marcas atingiram 90,9 milímetros entre as 3 horas da manhã até o meio da tarde, às 16 horas.

A precipitação intensa trouxe transtornos, especialmente na região do bairro Niterói. O pico das precipitações no município chegou a 11 mm em uma hora, das 15 às 16 horas.

As Casas de Bombas 1 e 2 não apresentaram prejuízo nas operações, entretanto, o expressivo volume em pouco tempo resultou em alagamentos.

A Prefeitura de Canoas informou que os acúmulos de água que se formaram em diversos bairros são decorrentes desse alto índice de chuvas.

Área Central

Na parte central da cidade, que compreende, além do Centro, bairros como Marechal Rondon e parte do Estância Velha, a água é escoada por tubulações e galerias menores, que desembocam na galeria central, localizada na avenida Inconfidência.

A partir daí, a correnteza sai no arroio Araçá e segue em direção ao Mato Grande, que envia as águas ao arroio das Garças, no Delta do Jacuí, que está com uma cota de inundação elevada e, por isso, torna o escoamento mais lento.

Guajuviras

Sobre a área que está com acúmulo de água no Guajuviras, as tubulações drenam para o arroio Sapucaia, que deságua no Rio dos Sinos, onde a cota de inundação está elevada, produzindo uma situação similar a que ocorre na área central.

Niterói

Na região do Niterói, apesar de haver bombeamento através das Casas de Bombas 1 e 2, o Rio Gravataí também está acima da cota normal, e a eficiência das bombas não é a mesma de quando o rio está baixo. Esta situação causa acúmulo de água também em outros bairros, como Nossa Senhora das Graças e Vila Ideal.