A situação caótica em que se encontra o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) já não é mais novidade para os canoenses. No entanto, atualmente os problemas internos entre o corpo clínico e a administração do hospital chegaram a um nível tão alto que a Prefeitura de Canoas criou uma comissão para mediar o que classificou como um conflito.
O objetivo da comitiva é encontrar soluções para a grave crise que a instituição enfrenta e que tem prejudicado o atendimento à população canoense. Na primeira reunião do grupo, ocorrida na sexta-feira, 27, o superintendente do hospital, Rogis Marinho, afirmou que a instituição possui um déficit mensal de R$ 1,5 milhão, conforme o seu superintendente. Além disso, a instituição trabalha com um passivo de aproximadamente R$ 100 milhões e 200 processos judiciais.
“É prioridade deixar no passado os erros cometidos e procurar soluções. Temos que enfrentar o agravamento diário do volume de pessoas aguardando em filas para serem atendidas e atacar os problemas internos de gestão, trabalhar na recuperação fiscal. Sem enfrentar o passivo, todo o esforço será perdido”, reforçou a secretária de Saúde, Rosa Groenwald.
Nova reunião
Na segunda-feira, 1º, a titular da pasta da Saúde, Rosa Maria Groenwald, realizou reunião com as Direções Técnica e Clínica dos Hospitais HPSC, HU e HNSG. Na ocasião, foram discutidas as dificuldades no atendimento e nas rotinas administrativas da Rede Hospitalar Municipal.
Segundo a secretária, foi definida uma nova maneira de organizar a agenda para os procedimentos e cirurgias. A ideia é diminuir o tempo de espera, separando a agenda que necessite regime de internação da agenda de procedimentos ambulatoriais. “Foi alterado o fluxo de retorno para especialidades médicas para que seja dado andamento no tratamento imediatamente”, afirma Rosa.