Aproximadamente 20% das jovens entre 14 e 24 anos que estão no período menstrual já deixaram de frequentar a escola devido à falta de acesso a absorventes, conforme revelado por uma pesquisa conduzida pelo Ensino Social Profissionalizante (Espro) e uma marca de coletores menstruais.
Em Canoas, esta realidade está prestes a ser transformada com a recente sanção, na sexta-feira, 8, da lei que estabelece uma política de conscientização sobre a dignidade menstrual na cidade.
A legislação propõe a distribuição gratuita de absorventes higiênicos nas escolas municipais, atendendo mensalmente adolescentes e mulheres matriculadas no ensino fundamental regular e na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O intuito é combater a chamada pobreza menstrual, um desafio originado pela falta de acesso a itens básicos de higiene. Além da distribuição de absorventes, a lei contempla a realização de palestras e cursos nas escolas, visando abordar a menstruação como um processo natural.
Combate à evasão escolar
A medida tem como meta principal combater a evasão escolar relacionada a essa questão. Também está prevista a criação de cartilhas e folhetos informativos para serem distribuídos nas escolas, terminais de ônibus e estabelecimentos públicos.
A iniciativa para implementar a política de conscientização sobre a dignidade menstrual resultou de uma colaboração entre a Secretaria Municipal de Educação e a Coordenadoria das Mulheres de Canoas.
Vani Piovesan, secretária especial da Coordenadoria, destaca que a pobreza menstrual “compromete significativamente o desempenho escolar” daqueles que enfrentam esse problema social.
Erida Amaral, secretária interina de Educação, enfatiza que o programa de dignidade menstrual beneficiará especialmente estudantes de baixa renda, garantindo dignidade e bem-estar a essas pessoas.
“Um dos objetivos é eliminar a ausência escolar decorrente da situação de pobreza menstrual”, explica.









