A Petrobras paralisou temporariamente uma das duas unidades de produção de gasolina (Unidade de Craqueamento Catalítico Fluido – UFCC) da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) a partir desta segunda-feira, 21. De acordo a estatal, a paralisação temporária da planta não gera impactos relevantes nos resultados financeiros da companhia. A produção suspensa será compensada por modal marítimo.

Justiça

A ação da Petrobras tem motivações jurídicas. A unidade afirma que interrompeu as atividades para cumprir uma decisão judicial de caráter liminar decorrente de pleito apresentado pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS). O sindicato ingressou com ações judiciais exigindo a suspensão da implementação de mudanças na organização e métodos de trabalho da Petrobras.

Mudanças

De acordo com nota divulgada pela Petrobras, um estudo de Organização e Métodos de Trabalho (O&M) é realizado desde 2014 com o objetivo de avaliar a demanda e frequência das atividades dos técnicos de operação. A metodologia, segundo a estatal, permitiu a reorganização das rotinas operacionais, distribuindo-as de forma mais homogênea entre os postos de trabalho, com transferência de algumas atividades do horário de turno para o regime administrativo. Os resultados do estudo começaram a ser implementados em maio de 2017 nas refinarias da Petrobras, gerando impasses e protestos por parte de movimentos sindicais.

Protestos

O Sindipetro realizou um ato de protesto na quarta-feira, 9 de agosto, em frente à Refap, na Avenida Getúlio Vargas, 11001. O motivo da mobilização, de acordo com o sindicato, foi contra a redução de efetivos, segurança, em defesa da vida e do meio ambiente. “Estamos brigando sim pelos postos de trabalho, mas principalmente pela segurança e a saúde dos trabalhadores, da comunidade no entorno e na defesa do meio ambiente, em caso de um desastre ambiental. Isso é um crime contra o patrimônio público, contra a Petrobrás”, disse o presidente do sindicato, Fernando Maia da Costa.