
Paulo Roberto Ritter*
Descaminhos Da Gestão Cultural Em Canoas
Os agentes culturais do município de Canoas são reconhecidos muitos deles nacionalmente e até internacionalmente. São qualificados em várias áreas, na dança, teatro, música etc.
São artistas que alegram as nossas gentes com boa cultura.
Nesta boa cultura, têm mantido uma participação junto à Câmara Municipal, à Secretaria de Cultura e o Conselho Municipal de Políticas Culturais. No ano passado na discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária para o ano de 2020 participaram intensamente e propuseram várias sugestões e propostas.
Em ambas as situações, dialogaram com a Câmara e a Secretaria de Cultura. Foram tantas reuniões, diálogos e proposições que a Secretaria de Cultura, com emenda da Câmara de todas as bancadas, aprovou investimentos de 700 mil para o Programa de Incentivo da Cultura para este ano corrente .E vos digo, nem sempre foi fácil este consenso e respeito aos agentes culturais locais.
Inclusive, o Governo Municipal aceitou uma proposta do movimento cultural da PIC ter seu edital publicado em janeiro deste ano e cem por cento para artistas locais. Abriu-se, assim, um caminho de esperança e legítimo respeito a estes (as) trabalhadores (as). Isto tudo em dezembro do ano passado.
Estamos no mês de maio, e veio a pandemia que assola a todos e retirou a capacidade de trabalhar dos artistas pelo isolamento social. Adivinhem o senhor e senhora, qual o gesto de solidariedade ou ação do Gestor da Cultura em Canoas?
Nenhum. Digo nenhum; ou diria, de desprezo e desrespeito aos agentes culturais locais. Além de nenhum gesto concreto ou palavra de gentileza humana. A Prefeitura deve de agosto de 2019 o Microcrédito Cultural no valor de 5000 reais.
O que lhe parece cidadão Canoense? Em uma cidade do terceiro PIB do Estado e orçamento de 2 bilhões e trezentos milhões…
No mínimo, descaminhos da cultura canoense e um sentimento de exclusão e desprezo.
*Vereador (PT)