Os materiais que são originados pelo trabalho da Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil (RCC) já estão fazendo a diferença na vida dos canoenses. Produtos derivados do processo da usina, como brita, rachão e bica corrida já são usados como base para pavimentação e também para revitalização de passeios públicos.
De acordo com a Prefeitura, a estimativa é de que a utilização de materiais obtidos através da reciclagem de resíduos da construção civil gere uma economia de cerca de R$ 500 mil a cada mês. Estes valores economizados podem ser destinados a outros investimentos, como, por exemplo, obras e equipamentos necessários para a saúde.
Espaços públicos
“Agora o pessoal respeita aqui a calçada e não joga mais lixo, melhorou 100% para nós aqui, que trabalhamos bem do lado do local, e também para os moradores. A gente fica feliz sabendo que resolveram nosso problema aqui e com um material que não custou dinheiro para o município”, contou um morador do bairro Harmonia.
Benefícios
Na região do Loteamento Gravataí, no bairro Niterói, o material da usina está sendo utilizado pela Secretaria Municipal de Obras (SMO) na construção de uma rótula para o retorno dos ônibus ao final da Rua Alípio Vieira Duarte. No local, além da utilização de rachão proveniente de RCC, também será compactada e reutilizada a fresa (asfalto antigo retirado das ruas que estão recebendo nova pavimentação) para a finalização do pavimento da obra.
As Praças da Gruta e Miguel Rosa, no bairro Guajuviras, foram revitalizadas nas últimas semanas e, em ambos os casos, materiais derivados da usina foram utilizados nos passeios. No bairro Harmonia, o material da usina está sendo utilizado para a revitalização de uma grande área às margens da Rua Rio dos Sinos, que era utilizada como descarte irregular de lixo.
Usina de Reciclagem de RCC
Construída em 21 hectares do Parque Industrial Jorge Lanner em 2019, no bairro Niterói, a Usina recebe uma média de 80 caminhões por dia. Já operante e em fase avançada de implantação, é a maior usina de reciclagem da construção civil do Brasil, com previsão de chegar a 130 funcionários. A usina tem capacidade de processamento de cerca de 15 mil m³ por mês e a planta terá capacidade de ofertar o serviço a outras cidades do entorno como alternativa à sustentabilidade ambiental e econômica de toda a Região Metropolitana.