O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS), convocou, na última quinta-feira, 2 de maio, diversas assembleias com trabalhadores para aprovar um indicativo de greve por tempo indeterminado no Rio Grande do Sul. A ação ocorreu por conta do anúncio, feito na última semana, de que a Refap e outras sete refinarias da Petrobrás podem ser vendidas. Os trabalhadores também cobram o cumprimento de cláusulas do acordo coletivo de trabalho de 2017-2019, por parte das empresas Petrobras S.A e Transpetro S.A.

De acordo com o diretor de Finanças, Administração e Patrimônio do Sindipetro-RS, Dary Beck Filho, a categoria esta mobilizada contra decisão de venda da Refap. Ele também questiona a política da Petrobras e afirma que o preço dos combustíveis não ficará mais barato com a mudança: “o q vai acontecer é q se vai criar um monopólio regional privado. As empresas vão comandar e botar o preço que acharem melhor, e nenhuma empresa vai cobra menos do que o preço internacional”. Para Dary, a decisão pela privatização é motivada por uma “cegueira ideológica” dos gestores da Petrobras. Ele destaca que, segundo análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o litro da gasolina poderia ser mais barato: “Hoje a Petrobras pode e deve cobrar menos pelos combustíveis. Poderia ser R$ 3,00 no posto e ainda assim daria muito lucro”.

Com 900 empregos diretos e outros 900 indiretos, as vagas na refinaria podem cair para 200, após a privatização. “Muitos serão transferidos ou simplesmente demitidos”, completa Dary Beck. Para o Sindipetro-RS, a venda das refinarias, anunciada para junho, é um “ataque à soberania nacional e a autonomia do país” .