Os candidatos do PSOL, John Elvis, Fernanda Melchionna e João Ezequiel visitaram a redação do jornal Timoneiro, na última terça-feira, 25, para falar sobre as propostas da agremiação nas eleições deste ano.

“Precisamos lutar para virar esse jogo da política atual. Lutamos por uma nova democracia”, afirma Melchionna, candidata a deputada federal. Ela critica o atual sistema político brasileiro e defende uma série de mudanças na arrecadação da União para acertar as finanças: “Temos que taxar os ricos”. É o que também aponta John Elvis, candidato à suplência do Senado. Ele afirma que o partido tem uma visão crítica sobre o atual sistema econômico praticado no país. “As políticas favorecem os ricos”, afirma.

Mesmo de esquerda, os candidatos afirmam que são uma alternativa no bloco. Já que mantém críticas aos governos do PT e às práticas econômicas de seus mandatos. “Mesmo assim, estamos todos unidos contra a direita que ameaça o país, com fundamentalismo”, diz John Elvis, que ainda propõe o fim do Senado no Brasil: “quero fazer uma consulta popular sobre isso. Temos que descentralizar o poder e ampliar a organização popular em centros locais, onde o povo pode decidir diretamente sobre a aplicação de recursos”.

Fernanda Melchionna defende a revogação da reforma trabalhista e a taxação de grandes fortunas, além de cobrar taxação por juros e dividendos. Ela também afirma que a tabela de imposto de renda deve ser atualizada. A candidata ainda diz que irá combater os privilégios de políticos em Brasília.

“Nossa política é elitizada. Temos que ter mais representação. As mulheres devem tomar seu espaço na política. Essa é a maré que pode derrotar o fascismo no Brasil”, afirma Ezequiel, candidato também à suplência no Senado. Os candidatos ainda afirmam que deve ser feita uma auditoria da dívida pública, para saber qual porcentagem é legal ou não, e defendem mutirões de obras públicas para criar mais empregos e melhorar a infraestrutura do país.