As contas da campanha da então candidata à Prefeitura de Canoas em 2016, Beth Colombo (PRB), foram desaprovadas pela Justiça Eleitoral de Canoas. A sentença do dia 19 de setembro, assinada pelo juiz Sandro Antonio da Silva, ainda determinou que a candidata pague o valor de R$ 121.488,10 ao Tesouro Nacional.
O fato não tem influência na atual candidatura de Colombo, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa no pleito deste ano. De acordo com a sentença, Beth foi intimada a prestar esclarecimentos durante o processo, que também analisou a apreensão de R$ 500 mil em seu comitê de campanha. O coordenador da campanha de Beth em 2016 era o então prefeito Jairo Jorge (PDT).
Ainda, segundo o texto, houve descumprimento quanto à entrega dos relatórios financeiros de campanha no prazo estabelecido pela legislação eleitoral. Também foram apontados indícios de recebimento, direto de fontes vedadas, de arrecadação de permissionárias de serviço público, que não podem ser utilizadas em campanhas eleitorais. A decisão ainda enumerou diversos problemas na prestação de contas, com erros e irregularidades em doações. A sentença está sujeita a recurso perante o TRE-RS. Os advogados de Beth Colombo dizem que vão recorrer da sentença.
R$ 500 mil
O despacho citou o processo contra Beth, que trata da busca e apreensão cumprida pela Polícia Federal no comitê financeiro da candidata e na casa do seu então tesoureiro, Guilherme Ortiz de Souza, onde foram encontrados R$ 500 mil reais. Segundo o juiz, os fatos configuram, com boa margem de probabilidade, abuso de poder econômico, abuso de poder político e abuso de poder econômico entrelaçado com fraude (propaganda eleitoral paga para veicular notícia falsa).
Beth
Entrevistada pela reportagem do jornal Timoneiro em janeiro de 2018, Beth falou sobre o episódio dos R$ 500 mil: “Tu pode ter certeza. Sei que parece muito estranho, mas eu não sei. O tesoureiro tinha autonomia já que era da maior confiança da coordenação da campanha. Eu sinceramente não sei o que aconteceu”.