O candidato a Deputado Federal, Camilo Bornia (Novo), visitou a redação do jornal Timoneiro, na quinta-feira, 27, e falou sobre as propostas e ideias que pretende levar até à Câmara.

No âmbito econômico, Bornia defende a desburocratização da máquina pública. “O Estado consome a maior parte do que é produzido. Temos que diminuir a carga tributária, resolver a reforma da previdência e ampliar a reforma trabalhista”. Além disso, o candidato defende uma simplificação na coleta de impostos. Sobre a tabela do imposto de renda, Camilo afirma que, na teoria, todos deveriam pagar a mesma coisa, mas que essa não é uma equação simples: “Temos que analisar. Tenho conhecimento técnico para entender o que cada mudança pode implicar”.

A redução de gastos públicos também é citada por Bornia como um dos métodos para controlar a crise financeira do país, além de controlar o que é gasto na estrutura política, onde, segundo ele, deveriam ser revistas as composições de municípios e o número de vereadores em cada cidade. Camilo também critica as emendas parlamentares, afirmando que tal ação se trata de compra de votos.

Concursados

Um ponto específico criticado pelo candidato do Novo é a estabilidade de servidores públicos concursados: “Temos que discutir isso, já que estamos criando um sistema onde não há motivos para ser produtivo no trabalho. Estamos jogando todo esse custo para sociedade”.

Tamanho do Estado

“O Estado não tem que se dedicar a mediar situações individuais. Não tem que se meter no que pode ou não ser vendido em escolas, ou se casais do mesmo sexo podem ou não casar. Não é o papel”, diz Camilo, que se autoproclama defensor do indivíduo. “Hoje nosso sistema invade a individualidade. A decisão de um coletivo acaba pesando sobre cada um. A solução é termos mais liberdade e menos intervenção”, conclui.